Estée Lauder banca pesquisa em Leeds para descobrir a partir de que ponto o olho humano enxerga que a base errou o tom

A Estée Lauder Companies anunciou uma colaboração de pesquisa com a School of Design da Universidade de Leeds e com o Dr. Kaida Xiao, referência em ciência da cor e percepção visual. O estudo vai comparar a medição da cor da pele feita por instrumento com a forma como as pessoas realmente enxergam diferenças de tom em condições de luz do dia a dia.

Estée Lauder banca pesquisa em Leeds para descobrir a partir de que ponto o olho humano enxerga que a base errou o tom

A Estée Lauder Companies anunciou uma colaboração de pesquisa com a School of Design da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e com o Dr. Kaida Xiao, pesquisador reconhecido internacionalmente em ciência da cor e percepção visual.

A pergunta que o estudo persegue é mais específica do que parece. A pesquisa vai examinar a relação entre a cor da pele medida por instrumento científico e a percepção humana da mesma cor em condições reais de visualização, ou seja, sob a luz em que as pessoas de fato se olham no espelho, e não sob a luz controlada de laboratório.

O objetivo declarado é identificar quando uma diferença sutil de tom se torna perceptível para o consumidor e quando ela passa despercebida. Esse limiar, hoje, é tratado mais por tentativa e erro do que por parâmetro.

Para a empresa, o alvo prático é o desenvolvimento de produtos de complexão de luxo e prestígio com correspondência de tom mais precisa e fórmulas melhores. A companhia afirma que os achados podem ajudar a estabelecer novos parâmetros científicos para avaliar base, corretivo e outros produtos de complexão.

Por que isso importa

A discussão sobre cartela de tons dominou a última década da maquiagem, e quase sempre pelo número: quantos tons a marca lança. A pesquisa de Leeds ataca o outro lado da equação, a percepção. Não adianta ter dezenas de tons se ninguém consegue enxergar a diferença entre dois vizinhos, e não adianta ter poucos se o salto entre eles é visível a três metros.

É também uma resposta a um problema conhecido de quem vende: o tom escolhido sob a luz da loja frequentemente não é o tom certo sob a luz de casa. Medir quando a diferença aparece é medir onde a venda se perde.

O que muda no balcão e na cadeira

Enquanto a ciência não vira parâmetro, a correção é comportamental. Testar tom na mandíbula e não no dorso da mão, conferir sob luz natural perto da janela, esperar alguns minutos antes de decidir, nada disso é novidade, mas é justamente o protocolo que a pressa do atendimento derruba.

Para quem faz maquiagem profissional, existe aqui um serviço embutido: registrar o tom certo da cliente, por escrito, com marca e referência. Vira consulta recorrente e vira venda de produto com margem, e ninguém devolve base comprada com o tom conferido junto.

✦ O que você leva daqui

  • Para o leitor comum: teste a base na linha da mandíbula e confira sob luz natural antes de comprar, a luz da loja é a principal causa de tom errado.
  • Para o dono de negócio: transforme o acerto de tom em serviço com registro escrito (marca, tom, data). É recorrência, é venda de produto e é o tipo de cuidado que a cliente não consegue reproduzir sozinha no marketplace.
  • Para quem vende maquiagem: número de tons na cartela não resolve nada se a diferença entre eles não for perceptível, o que a cliente enxerga é o que decide a compra.

Moral da história: Acertar o tom não é ter mais cor na cartela: é saber a partir de que ponto o olho reclama.

✦ Newsletter

Receba o Beauty Swipe no seu e-mail

Toda manhã, os 5 swipes mais importantes do dia. Grátis, direto ao ponto.