Amorepacific põe 1 bilhão de wons para uma universidade tentar medir 'beleza interior' em jovens

A empresa coreana está doando 1 bilhão de wons (cerca de US$ 720 mil) à Universidade Yonsei para desenvolver o Korean Inner Beauty Index e investigar o impacto social da inteligência artificial e da mudança demográfica. Metade do valor vai para definir o que é 'beleza interior' e criar o índice; a outra metade, para pesquisar as mudanças estruturais da sociedade.

Amorepacific põe 1 bilhão de wons para uma universidade tentar medir 'beleza interior' em jovens

A Amorepacific anunciou a doação de 1 bilhão de wons, cerca de US$ 720 mil, à Universidade Yonsei para bancar pesquisa sobre "beleza interior" entre jovens. O trabalho é liderado pelo Institute for Population and Talent da universidade.

O dinheiro está dividido em duas metades iguais. Uma parte vai para definir o que significa "beleza interior" e construir a partir dessa definição o Korean Inner Beauty Index, um índice que pretende medir isso de forma objetiva. A outra vai para pesquisar as mudanças estruturais da sociedade provocadas pela inteligência artificial e por fatores demográficos.

O objetivo declarado é usar os achados para avaliar e aprimorar o programa juvenil da empresa, chamado Meet Your Beauty, e ampliar o conceito de beleza para além da aparência física. A iniciativa nasce de uma preocupação explícita com o efeito das redes sociais e da cultura digital sobre a forma como jovens percebem beleza.

Por que isso importa

Existe uma leitura cínica disponível: uma empresa de cosméticos financiando pesquisa que diz que beleza vai além da aparência é, no mínimo, uma posição confortável de comunicação. Vale registrar isso, e vale registrar também o que é diferente aqui.

O setor de beleza gasta muito dinheiro afirmando coisas que não consegue medir. Autoestima, confiança, bem-estar e agora longevidade circulam em campanha como se fossem resultado entregue, sem instrumento nenhum que verifique. Criar um índice é um movimento de outra natureza, porque índice pode ser contestado, replicado e usado contra quem o criou.

O risco também é claro e conhecido: quem financia o índice influencia o que ele mede. É o mesmo debate que existe em qualquer pesquisa patrocinada pela indústria, e a resposta útil é sempre a mesma, olhar quem publica, quem revisa e se a metodologia fica aberta.

O que muda no atendimento

A parte aplicável já está disponível para qualquer pessoa que atende cliente, e ela não exige índice coreano nenhum. Se você promete algo que não é aparência, precisa registrar de alguma forma o antes e o depois, nem que seja a própria cliente respondendo três perguntas na primeira sessão e nas seguintes.

✦ O que você leva daqui

  • Se você consome beleza: promessa de bem-estar e confiança quase nunca vem com medida. Um índice público, se sair aberto, é o começo de poder cobrar prova em vez de aceitar campanha.
  • Se você atende cliente: registre o que você promete e não consegue fotografar. Três perguntas escritas na primeira sessão, repetidas na quarta, já criam uma comparação que existe no papel.
  • Se você trabalha com público jovem: a preocupação que motivou a pesquisa é o efeito das redes sobre a percepção do próprio rosto. Isso entra na sua cadeira todo dia, e a conversa vale mais do que o procedimento.

Moral da história: O que não é medido vira promessa de campanha: quem constrói o índice antes dos outros decide o que o mercado inteiro vai passar a chamar de resultado.

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