Startup de crescimento capilar capta US$ 26 milhões, com Eli Lilly na rodada, para testar injetável que tenta acordar o folículo adormecido

A Amplifica anunciou no dia 12 o fechamento de uma rodada Série B de US$ 26 milhões, sobresubscrita e liderada pela Tasso Partners, com participação da Eli Lilly. O dinheiro vai para o desenvolvimento clínico de candidatos que, segundo a empresa, reativam folículos dormentes, proposta diferente da dos produtos hoje no mercado, feitos para frear ou prevenir a queda.

Startup de crescimento capilar capta US$ 26 milhões, com Eli Lilly na rodada, para testar injetável que tenta acordar o folículo adormecido

A Amplifica Holdings Group, biofarmacêutica em estágio clínico dedicada a terapias para crescimento capilar, anunciou no dia 12 de agosto o fechamento de uma rodada Série B de US$ 26 milhões em ações preferenciais. A companhia informou que a captação foi sobresubscrita.

A rodada foi liderada pela Tasso Partners, com participação da Eli Lilly and Company, de sócios da Scopia Capital Management e de outros investidores novos e já existentes.

Os recursos serão usados para avançar o desenvolvimento clínico dos candidatos da empresa, moléculas desenhadas, segundo a Amplifica, para reativar folículos capilares adormecidos e promover o crescimento de fios novos. A companhia descreve isso como uma abordagem diferente da dos produtos hoje comercializados, que se destinam primariamente a retardar ou prevenir a queda em andamento.

A empresa afirma seguir um caminho "inspirado na natureza": diz ter identificado e isolado moléculas sinalizadoras específicas que estimulam o folículo a fazer o cabelo crescer de novo.

Por que isso importa

O mercado de queda capilar é dominado, há décadas, por uma lógica defensiva: segurar o que ainda está lá. Minoxidil e finasterida operam nesse território. Uma tese de reativação de folículo dormente muda a pergunta, sai de "como não perder mais" para "como trazer de volta".

A participação da Eli Lilly na rodada é o dado que mais pesa. Farmacêuticas grandes entram cedo quando enxergam uma via biológica com potencial de virar produto de escala, e isso costuma anteceder movimentos maiores no setor.

O que muda no salão

Nada muda amanhã. Estágio clínico significa que ainda não existe produto aprovado, nem eficácia comprovada em humanos divulgada nesse comunicado, o que houve foi captação de dinheiro para testar. Qualquer promessa de "injetável que faz cabelo nascer" feita hoje na sua cadeira é promessa que você não pode cumprir.

O valor prático é outro: a cliente vai ler sobre isso na internet e chegar perguntando. Saber a diferença entre "frear a queda" e "reativar folículo", e explicar em que estágio cada coisa está, é o que separa o profissional que orienta do que vende esperança.

✦ O que você leva daqui

  • Para o leitor comum: o que existe hoje no mercado foi feito para retardar a queda, não para fazer nascer fio onde já não nasce, desconfie de quem promete o segundo com produto do primeiro.
  • Para o dono de negócio: monte uma resposta curta e honesta para a pergunta 'vi que inventaram uma injeção para cabelo, funciona?'. A resposta correta hoje é: está em teste, ainda não é produto.
  • Para quem atende queda capilar: registro fotográfico padronizado e retorno marcado valem mais que qualquer novidade, é assim que você mostra resultado quando ele aparece.

Moral da história: Segurar o fio que ainda existe e fazer nascer fio novo são dois negócios diferentes, e só um deles já tem produto na prateleira.

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