Revisão científica lista os riscos reais da manicure em gel, e o que evitá-los exige do salão

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Cosmetic Dermatology reuniu os problemas de pele e unha mais associados a manicures em gel, de descolamento da lâmina ungueal a dermatite de contato alérgica. O estudo também aponta os fatores de risco mais comuns, da luz UV das cabines de secagem ao manicure feito em casa.

Revisão científica lista os riscos reais da manicure em gel, e o que evitá-los exige do salão

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Cosmetic Dermatology reuniu a literatura científica existente sobre condições dermatológicas associadas aos cosméticos de unha mais populares, com foco especial na manicure em gel, hoje o serviço mais procurado em salões de unha ao redor do mundo.

Entre os problemas mais relatados estão a onicodistrofia psoriasiforme, o pterígio inverso ungueal, a dermatite de contato alérgica, a onicólise (descolamento da lâmina ungueal do leito), a paroníquia (inflamação ao redor da unha) e a onicomicose (infecção fúngica).

A dermatite de contato alérgica costuma se manifestar como vermelhidão e inchaço ao redor da unha, descolamento da lâmina e distrofia, muitas vezes acompanhada de coceira ou dor. Endurecedores de unha que contêm formaldeído, por exemplo, são alérgenos de contato conhecidos e podem provocar inflamação periungueal e piorar quadros de onicólise.

Os principais fatores de risco identificados pela revisão incluem o uso de luz UV para secagem do gel, a manicure feita em casa sem os cuidados de assepsia de um profissional treinado, e o contato com acrilatos e isocianatos: substâncias químicas presentes em produtos de unha em gel e esculpida.

Por que isso importa

A manicure em gel é hoje o carro-chefe de faturamento da maioria dos salões de unha, mas o crescimento da demanda também aumentou a exposição da população a esses riscos, muitas vezes sem que clientes ou profissionais saibam identificar os primeiros sinais de um problema.

O que muda no salão

Manicures profissionais devem reforçar protocolos básicos de proteção: preservar a cutícula como barreira natural contra infecção (evitando removê-la de forma agressiva, como na técnica conhecida como "manicure russa"), recomendar protetor solar nas mãos para quem faz sessões frequentes de secagem em UV, e ficar atentos a sinais precoces de dermatite de contato, vermelhidão, coceira ou descolamento, para orientar a cliente a procurar um dermatologista antes que o quadro piore.

✦ O que você leva daqui

  • Onicólise, paroníquia e dermatite de contato alérgica são os efeitos colaterais mais comuns da manicure em gel, reconhecer os primeiros sinais evita quadros graves.
  • Endurecedores com formaldeído e a remoção agressiva da cutícula aumentam o risco de inflamação e infecção, revise os produtos usados no seu salão.
  • Cliente com exposição frequente à luz UV de secagem deve usar protetor solar nas mãos, uma recomendação simples que também vira diferencial de atendimento.

Moral da história: Toda técnica que promete unha perfeita por semanas tem um preço biológico, o profissional que conhece esse preço protege a cliente e o próprio negócio.

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